A BS 5930: 2015 - Code of practice for ground investigations trata da investigação de locais, a fim de avaliar a sua adequação para a construção e para identificar as características de um local que afetam a concepção e a construção do projeto. Também considera as questões relacionadas, incluindo o meio ambiente e a segurança dos terrenos e propriedades adjacentes.

Fornece, ainda, as orientações sobre a integração das investigações geotécnicas com as de contaminação ou da possibilidade de existência de gás no solo e outros tipos de investigações.

A norma ajuda a garantir que as investigações geotécnicas de solo possam alcançar os melhores resultados em termos de eficiência e sem possibilidades de falhas. Ajuda a garantir que os profissionais do Reino Unido possam realizar o seu trabalho de investigação geotécnica do solo de acordo com as mais recentes normas EN e ISO para os seus projetos.

Ajuda os profissionais do Reino Unido a exportar as suas competências para outros países onde os mesmos padrões internacionais estão em uso. Explica os passos e as medidas técnicas necessárias para implementar a BS EN 1997-2 e todos os padrões relacionados.

Contém as orientações sobre o equipamento necessário para realizar a investigação do solo a partir da seleção de sondas de perfuração, incluindo os métodos de amostragem, ensaio e medição. Também contém orientações sobre os relatórios completos dos resultados da investigação para uso por outros na cadeia de concepção seja por papel ou, hoje em dia, usando formatos de transferência de dados digitais.

Esta edição de 2015 é uma revisão integral da norma e introduz algumas alterações: conformidade com BS EN 1997-1 e EN 1997-2 BS e padrões de teste relacionados; novas informações sobre prospecção geofísica e testes de solo e orientação atualizada sobre para os estudos de pesquisa, trabalho em campo, investigações de solos contaminados afetados por espaços com cavidades. A norma é indicada para ser usada por engenheiros geotécnicos, geólogos, especialistas geoambientais, cientistas ambientais, engenheiros civis, engenheiros estruturais e arquitetos.

Atualmente, existem diversos métodos usados para o reconhecimento dos solos, que são aplicados de acordo com o tipo de obra (tamanho, custo, importância, finalidade, etc). Os métodos indiretos são aqueles em que a determinação das propriedades das camadas do subsolo são extraídas indiretamente pela medida, seja da sua resistividade elétrica ou da velocidade de propagação de ondas elásticas.

Os índices medidos mantêm correlações com a natureza geológica dos diversos horizontes, podendo-se ainda conhecer as suas respectivas profundidades e espessuras. Incluem-se nessa categoria os métodos geofísicos. Exemplos: sísmica de refração e eletrorresistividade.

Os semidiretos são os processos que fornecem informações sobre as características do terreno, sem contudo possibilitarem a coleta de amostras ou informações sobre a natureza do solo, a não ser por correlações indiretas. Exemplos: vane-test, ensaio de penetração de cone e ensaio pressiométricos.

Os métodos diretos consistem em qualquer conjunto de operações destinadas a observar diretamente o solo ou obter amostras ao longo de uma perfuração. Exemplos: poços, trincheiras, trados manuais, sondagens à percussão, sondagens rotativas, sondagens mistas e sondagens especiais com extração de amostras indeformadas.

Na verdade, ao realizar uma construção, inúmeros fatores devem ser observados para que ela seja considerada segura. A maior parte deles diz respeito aos aspectos estruturais, responsáveis pela estabilidade da edificação e consequentemente pela integridade dos moradores e ocupantes. Sendo assim, os conceitos e os métodos de engenharia são aplicados ainda na fase de projetos para garantir o sucesso nesses requisitos

Um processo essencial, mas que muitas vezes não recebe a devida atenção, é o de investigação do solo. Geralmente composto por uma fase de análise preliminar e por algum método de prospecção, ele é responsável por determinar parâmetros que fornecerão uma perspectiva do comportamento que o solo apresentará ao receber os esforços vindos da edificação.

Dessa forma, uma edificação sempre precisa resistir a dois tipos de cargas, aquelas transmitidas pelo seu próprio peso e aquelas referentes a quaisquer coisas que estejam em seu interior (pessoas, materiais, eletrodomésticos, etc.). Ela funciona como um sistema integrado de transmissão de esforços, onde pilares, vigas ou paredes estruturais recebem o peso das lajes e das paredes de vedação e transmitem para a fundação.

A fundação, por sua vez, além das cargas advindas desses elementos estruturais, ainda recebe aquelas que são aplicadas diretamente sobre o piso e as transmite para o solo. É de extrema importância que ele apresente uma resistência que o mantenha estável diante do peso que recebe. Caso isso não aconteça, a edificação corre o risco de apresentar trincas, fissuras e, em casos extremos, até mesmo desmoronar.

Contudo, não basta conhecer apenas as características superficiais do solo, visto que ele não é homogêneo e o efeito dos esforços vai até alguns metros abaixo. Daí a necessidade de se investigar o subsolo e definir características como resistência a penetração, consistência e nível de água.

Um método mais conhecido e utilizado é a sondagem SPT ou Standard Penetration Test (Teste de Penetração Padrão). Basicamente, é feita a perfuração do solo até uma profundidade pré-definida em projeto ou até encontrar um material de resistência elevada, como rocha, por exemplo. Durante a perfuração, a cada metro mede-se a resistência da camada analisada e coleta-se uma amostra para análise em laboratório.

A sondagem a percussão fornece um diagnóstico muito consistente do subsolo. Além disso, é um processo de baixo custo, que geralmente não representa mais que 1% do custo total, e muito simples de ser executado o que o torna uma boa opção para vários tipos de obra.

Enfim, não se pode deixar a investigação do solo de lado, principalmente em regiões onde a ocorrência de desmoronamentos por esse motivo é baixa. O processo deve ser executado, visto que ele define as características que serão necessárias para projetar uma fundação condizente com as características do local. Independentemente do porte da construção, é importante jamais pular essa etapa, afinal, não adianta construir a estrutura sem antes garantir que a base da edificação desempenhará sua função com a devida qualidade.

FONTE: PORTAL BANAS QUALIDADE